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“Quanto mais eu sonho, menos eu durmo” diz Pedro Brair, presidente da rede São João, em Caxias do Sul

“Quanto mais eu sonho, menos eu durmo” diz Pedro Brair, presidente da rede São João, em Caxias do Sul

A Rede de Farmácias São João, uma das maiores varejistas de medicamentos no Rio Grande do Sul e no país, surgiu do empreendedorismo e da inquietude de um menino de 14 anos, morador de Campo Novo, município situado na metade norte do RS. Pedro Henrique Brair, criador da rede de farmácias, esteve em Caxias do Sul nesta semana, quando participou da 1º Convenção da Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul (CDL), quinta-feira (10), nos pavilhões da Festa da Uva.

Em entrevista exclusiva ao Pioneiro, durante o evento, Brair relembrou a trajetória empreendedora, avaliou o mercado da região da Serra e traçou oportunidades para o futuro. O empresário revelou que ainda jovem iniciou um curso técnico que permitiu trabalhar na área da saúde, na farmácia de seu tio, onde adquiriu experiência no ramo.

Em 1979, Pedro Brair comprou a primeira farmácia, em Campo Novo. A partir daí, a trajetória de sucesso da Rede de Farmácias São João começou. Hoje, a rede já conquistou por seis anos consecutivos a titulação Top Of Mind, na pesquisa que apresenta as marcas mais lembradas pela população.

Confira a seguir o que Brair falou na passagem por Caxias do Sul, a avaliação sobre o evento da CDL e planos para a rede na região.

O que o senhor pensa sobre a criação de eventos de capacitação, como a 1ª Convenção da CDL Caxias?

O evento realmente é impactante. Ao adentrar aqui, fiquei assustado com a quantidade de gente. Surpreso, de forma positiva. Segundo informações que nós recebemos aqui, deve ser o maior evento da CDL do sul do país nos últimos tempos. Isso é extremamente positivo. A preocupação dos associados em troca de experiências e aprendizado é valiosa e deve ser respeitada e aplaudida. Também mostra o prestígio da CDL aqui de Caxias do Sul. Claro, é um município com mais de 400 mil habitantes, segundo o IBGE, mas as pessoas trabalham na parte da tarde. Então, quem veio aqui é porque está preocupado e quer ouvir, quer melhorar, e isso é um bom princípio. Um bom motivo de estarmos aqui.

Sobre a região da Serra, vocês, enquanto rede, têm alguma expectativa ou plano de expansão?

Nós começamos em várias cidades próximas de Caxias, como Bento Gonçalves, Garibaldi e Farroupilha, todas já estão em reforma. Muita gente sabe que se fala muito no digital, mas eu percebo e tenho certeza que temos muita coisa a fazer dentro dos próprios estabelecimentos. Não adianta ter uma estratégia e um planejamento fantástico, até mesmo treinar pessoas, mas ter uma execução aquém. O digital é algo que quem tem orçamento e pode fazer, já não é mais algo tão inovador que venha a surpreender tanto. Não podemos ignorar que é importante, mas ainda temos muitas coisas a fazer dentro de nossos próprios estabelecimentos para corresponder à expectativa dos consumidores. No Brasil, poucas empresas são competentes em termos de execução. É essencial estar sempre buscando algo para não ser surpreendido por alguém que possa inovar e ter uma proposta muito melhor do que a sua.

De que forma vocês enxergam o mercado na Serra? Em comparação com os outros lugares em que a rede também está, ele se destaca?

Quando a gente fala em Estado, uma preocupação que nós como empresários devemos ter é o seguinte: os dados do IBGE dos últimos 12 anos, o Rio Grande do Sul preocupa. Hoje, temos 10,8 milhões de habitantes, crescendo 1,74%. Santa Catarina tinha 6,2 milhões e cresceu 21,70%. Isso é uma preocupação muito grande do RS. O consumo da população está nos estados do centro do país. Caxias teve o privilégio. Onde tem indústria, as cidades não perderam tanto. Isso vai começar a impactar, se não tivermos atrativo e as pessoas começarem a ir para outras regiões do país. Isso é uma preocupação e deve ser tratada. É um sintoma de que alguma coisa não está bem.

Voltando um pouco na história da rede e trajetória de vocês. Desde o início até agora, vemos que é uma marca consolidada, que todo mundo lembra. Como isso começou?

Fui eu que iniciei, 40 anos atrás. Eu tinha meus 20 anos e iniciei a minha primeira loja na cidade de Campo Novo. No começo, eu trabalhava com um familiar, um tio, desde os 14 anos. Adquiri experiência em hospitais, porque, na época, eu fiz o curso de auxiliar de enfermagem. Eu era a pessoa que aplicava injetáveis, atendia a todos, indistintamente, e tinha na veia o espírito empreendedor. Através de trabalho e muita dedicação, fui criando um sabor e adquirindo a confiança da comunidade do meu estado, prestando serviço a todos. Isso sempre baseado nas seguintes palavras, que eu acho muito importante: desejo ardente, fé inabalável e sorriso extraordinário. Ao lado, evidentemente, de muito trabalho. Eu digo que quanto mais eu sonho, menos eu durmo.

Não tem muito segredo, é trabalho: trabalho é uma dádiva. Quando a gente gosta do que faz, a gente faz melhor, independentemente do estágio em que esteja. O sucesso é consequência. No meio do caminho, tive muitas e muitas dificuldades, normais da vida. Mas a gente tem que agarrar as oportunidades.

E quais são os planos e perspectivas para o futuro?

Neste ano, a empresa está fazendo muitas alterações. Aumentando o número de mix (produtos oferecidos nas lojas). Nós trabalhamos muito, talvez seja o nosso segredo. Eu sou uma pessoa que tem bastante energia. Nós vamos para aproximadamente 20 mil colaboradores, em um seguimento de alta competitividade, que cuida daquilo que é mais sagrado no ser humano, que é a vida e a nossa saúde. Então, a nossa responsabilidade é muito grande. Não é fácil ter uma padronização, as pessoas têm que estar engajadas dentro da empresas, elas têm que ser mais felizes que seus próprios clientes.

Tudo na empresa é importante, mas é o ponto de venda que é sagrado, porque lá tudo se inicia. Nós temos um projeto de tudo que nós vamos fazer neste ano.

Sobre os modelos de lojas, há muitas mudando de formato, nas esquinas, com estacionamento, por exemplo. São estas as alterações previstas?

Atualmente já não é bem diferencial, isso é uma necessidade, né? Acho que tem mais carro andando do que gente. O estacionamento é uma necessidade, se não tiver, não vai ter sucesso no Brasil. E além disso estamos lutando muito para aumentar o nosso mix de produtos. Se olhar para nossas lojas, vai perceber uma grande variedade de produtos. E claro, sem jamais esquecer daquilo que é o nosso business, que é a saúde.


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