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Os smartphones estão virando maquininhas de cartão

Os smartphones estão virando maquininhas de cartão

A Apple lançou hoje o ‘Tap To Pay’, um novo recurso que vai permitir que qualquer iPhone funcione como uma maquininha de cartão, recebendo os pagamentos por aproximação. 

A solução da Apple vem um ano depois do Android ter lançado uma solução semelhante no Brasil, o Google Tap, que já vem ganhando tração entre os consumidores. 

Praticamente todas as empresas de adquirência já desenvolveram aplicativos para que seus clientes usem o Google Tap. O Mercado Pago, por exemplo, lançou o Point Tap; a Ton, que pertence à Stone, lançou o TapTon; enquanto a Cielo já tem o Cielo Tap. 

O avanço desse tipo de tecnologia — conhecida no mercado como ‘Tap on phone’ — deve ter implicações relevantes para o setor de adquirência, ainda que o impacto para as empresas do setor não seja completamente claro hoje.

Para um investidor do setor, o ‘tap on phone’ pode gerar uma mudança estrutural no mercado, já que a distribuição física das maquininhas e o capex associado a elas são temas relevantes para a indústria hoje — e podem deixar de existir no futuro.

“A ferramenta da transação de adquirência vai ser o celular, e as empresas de maquininhas vão virar empresas de software, que é um business diferente,” disse esse investidor. “Isso abre espaço para novos players entrarem no mercado de adquirência, já que tira uma barreira de entrada.”

A Apple disse que a primeira empresa a operar com o Tap to Pay no Brasil será a CloudWalk, que já desenvolveu uma atualização em seu app InfinitePay que vai permitir que seus clientes recebam pagamentos com o iPhone. 

Outras empresas de pagamento, como a Granito (que pertence ao Inter), o Nubank, a Stone e a SumUp também estão trabalhando em aplicativos com essa mesma finalidade. 

Luís Silva, o CEO e fundador da Cloudwalk, disse ao Brazil Journal que o aplicativo da companhia já foi liberado para toda a base de 1 milhão de PMEs que são clientes da Cloudwalk — e que o Tap é um dos grandes drivers de crescimento da companhia para os próximos anos.

A solução para Android, que a Cloudwalk lançou no ano passado, vem crescendo sua base de usuários num ritmo de 120% ao mês desde o lançamento, segundo o fundador da startup. “Isso prova que o público está aprovando.”

Luís também acha que a tecnologia de ‘tap on phone’ causará abalos sísmicos no setor. 

“A penetração de cartões com NFC está crescendo muito rápido no Brasil e isso causa uma mudança na forma como as pessoas pagam,” disse ele. “Mas acho que estamos numa fase educacional ainda, de ensinar para as pessoas o que é o Tap e mostrar as vantagens desse método de pagamento.”

O empresário disse ainda que acredita que no futuro o mundo de pagamentos vai ser totalmente desmaterializado. “Tudo que é físico vai virar digital.”

Num primeiro momento, os recebimentos via celular devem fazer mais sentido para pequenos empreendedores e vendedores de rua, na visão de Edson Santos, o ex-CFO da Redecard, ex-CEO da Global Payments e ex-vp da First Data, e um consultor especialista em meios de pagamento. 

Edson nota que as bandeiras limitam o valor das transações que podem ser feitas sem a exigência da senha do consumidor — e que hoje só é possível digitar uma senha num celular com segurança usando a tecnologia ‘pin on glass’, que não é amplamente usada no Brasil. 

“Funciona bem, por exemplo, para pequenos empreendedores que não querem ter o custo do aluguel ou da compra da maquininha e que fazem vendas pequenas,” disse Edson. 

Em termos de custo, a única vantagem para os lojistas é não ter que pagar o aluguel/compra da maquininha de cartão, já que as taxas sobre as transações vão continuar sendo cobradas pelos adquirentes da mesma forma e no mesmo valor das maquininhas — com a Apple e o Android capturando uma pequena fatia do take rate.  

Apesar do potencial da tecnologia, a adesão ao ‘Tap to Pay’ da Apple no Brasil é vista com ceticismo por boa parte do mercado.

O iPhone tem uma penetração de menos de 10% dos smartphones no País — e um foco muito grande na alta renda. “Entre os pequenos merchants, essa penetração deve ser ainda menor,” disse um investidor. “Ninguém vai querer ficar andando com um iPhone na praia para receber pagamento das vendas. Acho que vai ser pouco relevante no contexto total.”

A Apple disse que o Tap to Pay poderá ser usado no iPhone XS ou em versões posteriores e com a versão mais recente do iOS. 

O Brasil é o sexto país do mundo a receber a tecnologia, que já está disponível nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Holanda e Taiwan.


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