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Negócios em Expansão 2023: lançamento do ranking debateu IA, futuro do trabalho e cases de sucesso

Negócios em Expansão 2023: lançamento do ranking debateu IA, futuro do trabalho e cases de sucesso

Foco nas pessoas, atenção às tendências de mercado e inteligência artificial são algumas das receitas compartilhadas por empresas em crescimento nesta quinta-feira, 27, durante o evento do Ranking Negocios em Expansão 2023.

O evento teve uma agenda de paineis e palestras sobre temas relevantes para empreendedores. Antes da premiação, a cerimônia contou ainda com apresentações de Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, e de Alcione Albanesi, empreendedora social à frente da ONG Amigos do Bem.

Crescer, apesar das adversidades, é um desafio comum a todos os empreendedores brasileiros. Por isso, o terceiro painel do evento foi dedicado a empresas que mais têm crescido nos últimos anos. O painel foi mediado pelo Gabriel Motomura, sócio do BTG Pactual e contou com a participação de Frederico Passos, vice-presente da Unentel, e Marco Antônio Barroso, CEO da Ramah. As duas empresas estavam na primeira edição do ranking, realizada no passado, e compartilharam como premiação foi útil para impulsionar seus times.

“Todos gostam de fazer parte de um time vencedor. Além disso, a gente usa o selo na fachada das nossas fábricas. Todos que nos visitam tem os certificados expostos com a imagem, que chega pela Exame, PwC Brasil e BTG. O caminho que a gente está trilhando fez a gente crescer”, diz Marco Antônio Barroso.

Para Passos, ter o crescimento da Unentel validado e divulgado pela EXAME é um motivo de orgulho. “Divulgamos o selo do ranking e comemoramos o resultado com o nosso time, que é responsável pela expansão do negócio ano após ano”.

Como a Ramah cresceu nos últimos anos?

Por trás do crescimento exponencial da Ramah, indústria que desenvolve protótipos e dispositivos de controles para outras empresas do interior de Minas Gerais, está o CEO Marco Antônio Barosso. Sem renunciar a um cochilo pós-almoço, como brinca, o gestor focou sua gestão na liderança e em dar conselhos para o time.

“O mais importante como líder foi pensar a empresa em cuidar das pessoas”, diz Barroso. “O capital humano é o maior patrimônio, mas também é importante que a estrutura orgânica seja bem definida. Hoje, sou mais um conselheiro, colega da equipe. Não atuo na parte operacional”.

Crescimento na pandemia

Durante a pandemia, o crescimento veio da estratégia de entrar em um ramo que até então não atuava: o hospitalar. Mais especificamente, o de respiradores.

“O principal fornecedor do país tinha uma produção de 1,5 mil respiradores por ano, e ele teve que produzir 5 mil em 3 meses”, afirma Barroso. “A gente entrou nesse setor e ganhamos ar durante a pandemia. Fizemos métodos de pesquisa e de desenvolvimento, importamos componentes e desenvolvemos linhas de produção”.

Agora, a pandemia já arrefeceu. A lição de Barroso para continuar a crescer é identificar a diferença das dificuldades estruturais e pessoais de um negócio para saber como atuar em prol do crescimento.

“A nossa receita para crescer é entender a necessidade do mercado, estar sempre ligado nas novidades da nossa expertise e continuar observando o que está acontece no macroeconômico, redesenhando planos estratégicos e posicionamentos”, pontua Barroso. “As turbulências do macroeconômico vão atingir todas as empresas, quem souber identificá-las e se posicionar melhor vai conseguir crescer mais”.

Mão de obra

No meio desses desafios macroeconômicos e percepções de mercado, há um terceiro componente: a mão de obra. No caso da Ramah, eles desenvolvem o capital humano com a parceria de faculdades e instituições de ensino, como o Senai. E já ligados nas novas tendências de mercado, se preparam agora para agregar a inteligência artificial nos seus negócios.

E por isso, claro, precisam de pessoas.

“Estamos no Senai montando uma turma para detectar talentos na área de inteligência artificial”, diz o empresário. “Estamos ligados e a gente contrata essa turma na faixa de 16, 17 anos, vamos desenvolvendo essas pessoas”.

Como a Unentel cresceu nos últimos anos?

Com sede na Bahia, a distribuidora de tecnologia Unentel acredita que a expansão do negócio está relacionada à antecipação de tendências do mercado de tecnologia. “Estamos sempre olhando para tendências com cinco anos de antecipação”, diz o vice-presidente Frederico Passos.

A plataforma, que liga a indústria aos canais de vendas voltados para empresas, baseou seu crescimento na pandemia na venda de itens de informática, através de seus canais de venda para escritórios que estavam se adaptando ao home office.

No último ano, com a retomada ao trabalho presencial e à escola, a Unentel tem crescido com a venda de redes e segurança de dados. “Em 2022, nós vendemos muitos itens para o retorno ao escritório, desde fone de ouvido até servidores. No campo da educação, a tela interativa continua sendo uma opção em alta”, explica.

Hoje, a Unentel conta com 15 fábricas parceiras e mais de 10 mil canais de venda registrados.

Case empreendedor: de vendedor de picolé a fundador de rede de academias para Classe C

Falar de negócios em expansão é também entender a origem dessas empresas e como os empreendedores conseguiram construi-las e fomentá-las. Um caso curioso é o do mineiro Anderson Franco, que começou a criar e sustentar o próprio ainda quando criança.

Ele vendia picolé para comprar coxinha e refrigerante. Depois, se formou no Senai, foi trabalhar na prefeitura e acabou parando no Cartão de Todos, uma rede de descontos. Também investiu em negócios de franquia. Recentemente, Anderson começou uma nova empreitada. É a Allp Fit, uma rede de academia com comodidades (como sala VIP, sauna e até coworking), mas focada na Classe C. Nos próximos cinco anos, a expectativa é investir 500 milhões de reais para expansão.

“Por que só as academias de 1.800 mil reais têm conforto e equipamentos de alta tecnologia?”, diz Franco. “A Classe C representa 52% da população brasileira, e o mercado não tem uma academia para esse público. Foi o que identificamos”.

Franco foi o case empreendedor do evento Negócios em Expansão 2023. Além de contar sobre como desenvolveu sua história, também trouxe uma novidade: a Allp Fit inaugura neste mês a primeira unidade nos Estados Unidos.

Próximos passos

Para o futuro, a ideia é conectar a Allp Fit com o Cartão de Todos, para escalar ainda mais o negócio.

“Além de academia, a gente quer vender serviços”, diz Franco. “Se você empodera as pessoas, a magia acontece”.

Inteligência artificial no dia a dia das empresas

Como usar a inteligência artificial (IA) no trabalho se tornou uma questão na vida de líderes e gestores. Criada na década de 1950, a IA não é nova, mas finalmente está se tornando acessível. No último painel da programação do evento, especialistas do setor de tecnologia conversaram sobre como a IA pode beneficiar pequenas e médias empresas.

“A tecnologia artificial está cada vez mais democrática e estamos vivendo apenas o início de uma grande mudança do mercado de trabalho”, diz Miguel Fernandes, Cofundador e CTO da Witseed. “É possível usar a IA para ganhar mais eficiência e escala, além de usar de forma preditiva para conhecer melhor o seu cliente”, diz.

O que esperar sobre o futuro do trabalho

O que esperar do futuro do trabalho e qual é o perfil de líder que o mercado atual exige? Esses são alguns dos desafios que foram discutidos nos painéis da 2ª edição do Negócios em Expansão, maior anuário de empreendedorismo do Brasil realizado nesta quinta-feira, 27 de julho, pela EXAME, BTG Pactual e PwC Brasil. Além das rodas de conversas, o evento irá anunciar as pequenas e médias empresas que mais se expandiram em 2022 no país.

No primeiro painel “O que esperar do futuro do trabalho?”, Leo Branco, editor da EXAME, Heloisa Jardim, diretora da faculdade EXAME, Rene Almeida, Co-CEO da Voke e Marcelo Gomes, CEO da NEXTI, levantaram os desafios e expectativas das empresas com os avanços da tecnologia e o formato de trabalho híbrido.

Sobre o formato de trabalho, Marcelo acredita que a direção das empresas está muito clara: “O modelo de trabalho da empresa vai para onde o CEO estiver, para onde a cultura da empresa apontar.”

O executivo também reforça a importância da comunicação neste processo:

“A NEXTI era 100% presencial, mas devido ao nosso negócio identificamos que o regime híbrido seria o ideal. Porém para todo tipo de relacionamento dar certo é preciso saber comunicar. É importante deixar claro para a equipe sobre o melhor formato de trabalho para o seu negócio e qual é o rumo da empresa. Desempenho está relacionado com uma boa comunicação”, afirma Marcelo.

Clareza e comunicação é um dos pontos que mais ajudam na performance diária de um funcionário, após a segurança psicológica, diz Heloisa, que defende a importância de entender os componentes de uma organização para o futuro do trabalho. E neste contexto, a diretora apresenta uma tríade:

  • Trabalho: o que fazemos
  • Pessoas: que fazem o trabalho
  • Local: onde realizamos o trabalho
    .

“O trabalho veio mudando muito com o tempo, antes da Revolução Industrial era muito artesanal, depois tivemos mais processos e automatizações e agora vivemos uma revolução cognitiva, onde a tecnologia fará muitos processos para nós. Vamos precisar dos humanos com o cognitivo mais aguçado, que saibam fazer melhores perguntas e tenham análise crítica para saber lidar com a tecnologia.”

O segundo ponto são as pessoas. Heloísa afirma que nunca tivemos tantas gerações trabalhando juntas em um mesmo local. “As gerações viveram contextos diferentes. São 4 gerações dividindo o mesmo local de trabalho e liderar neste contexto é cada vez mais complexo.”

Em relação ao local de trabalho, certamente existem respostas diferentes para diferentes empresas, afirma Heloísa.

“Há empresas que precisam do trabalho presencial outras do trabalho híbrido. É preciso avaliar a natureza daquela empresa e entender qual formato de trabalho faz mais sentido.”

Da mesma forma que a tecnologia trouxe uma complexidade no regime de trabalho, ela traz facilidade e resultado para as empresas que sabem utilizá-la. Rene afirma que a pandemia mostrou o valor da tecnologia para as companhias e as diferenciaram no mercado:

“As empresas que estão mais preparadas tecnologicamente, com melhor infraestrutura de dados, de sistema de comunicação, são as que performam melhor. E as empresas que focaram menos nisso acabaram pagando um preço, afinal empresas mais preparadas tem mais eficiência e melhor se comunicam”, diz Rene.

O segundo painel “Liderança de Sucesso” contou com a participação do Sandro Magaldi, expert em gestão estratégica e vendas, que explicou como o modelo de hierarquia muda o fluxo de informação.

  • No modelo tradicional: a comunicação era hierarquizada e a informação controlada.
  • No modelo de comunicação atual: o fluxo de informação está na mão de todos e temos um nível de exposição jamais visto.

“Precisamos refletir sobre o modelo de liderança neste novo formato, afinal, o empoderamento do indivíduo traz a possibilidade de termos mais protagonistas e precisamos entender como usar isso a favor dos nossos negócios, seja autonomia para as pessoas fazerem o papel delas ou ter uma liderança mais humana, por exemplo.”

Sandro terminou o painel com a frase do empreendedor Jim Rohn; “Ou você diminui seus sonhos ou aumenta as suas habilidades”.

“Para um público onde há grandes empresários, a ambição de vocês não se encaixa na primeira escolha. Os líderes de agora precisam aprender a liderar pessoas, afinal, quem valida o líder é o liderado”, afirma Sandro.

O anuário Negócios em Expansão bateu recorde de inscritos neste ano, cerca de 65% mais que na primeira edição. O ranking conta com mais de 440 empresas inscritas, das quais 15 serão premiadas, as três melhores em cada uma das categorias.


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