Maior rede de farmácias do RS “importa” mão de obra para suportar forte expansão

Maior rede de farmácias do RS “importa” mão de obra para suportar forte expansão

Para dar conta do ritmo frenético de expansão física, a maior rede de farmácias do Rio Grande do Sul e quarta maior do Brasil está tendo de “importar” mão de obra. Detalhe: a seleção vai além da Região Sul, que inclui Santa Catarina e Paraná, mercado em que o grupo atua e que não supre as vagas abertas.

A rede São João está atraindo principalmente farmacêuticos de fora, devido à exigência de número mínimo deste profissional em cada nova loja que abre. Entre agosto e setembro, cinco filiais devem ser abertas entre a Capital e Região Metropolitana, com 200 vagas abertas para diversas funções.
A coluna Minuto Varejo percebeu a “nacionalização” do balcão ao entrar em uma das filiais no bairro Santana. Na loja, aberta no fim de 2022 onde foi um restaurante bem popular no bairro, mais de um farmacêutico tinha sotaque de fora.

Um deles era de Brasília e outro do Pará. A equipe confirmou que os colegas se mudaram para o Estado porque a rede não consegue preencher as vagas com formados nativos. A rede seleciona e assina contrato com profissionais de todas as regiões fora do Sul: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.
A área de recursos humanos da São João informa que foram contratados, em média, 50 farmacêuticos por mês, de fora do Estado, de janeiro a julho de 2023.

“Atualmente, estamos com mais de 70 vagas abertas para farmacêutico no Rio grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná”, diz o RH da São João.

“Hoje 41% do quadro farmacêutico (da rede) é de fora do Estado”, detalha o grupo, que pretende chegar a 100 novas lojas inauguradas até o fim deste ano. A unidade 1.000 estreou no bairro Restinga, na zona Sul da Capital, em fim de março.

“À medida que a Rede expande, o leque de contratações avança também”, reconhece o RH. E as dificuldades para preencher os postos também:

“Tem mais a ver com a dificuldade de encontrar pessoas do Estado, por ter menos pessoas formadas e mais oportunidade. O excesso de aberturas faz com que a gente precise buscar mais fora”, reforça a fonte, em nota.

O presidente da rede, Pedro Henrique Brair, disse que a expansão vai gerar 2 mil empregos – hoje são mais de 17 mil funcionários na operação nos três estados. Além disso, Brair reforçou, ao apresentar o novo mega centro de distribuição (CD), em Gravataí, o segundo do grupo e com aporte de mais de R$ 200 milhões, que a rede quer atingir receita bruta de R$ 7 bilhões em 2023.


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