varejo-inovador-2024-rede-brasil-inovacao-esg-ia-cnc-fecomercio-sesc-senac-cndl-sindilojas-cdl-lab-hub-ecossistema-omnivarejo-ingressos-aldo-rosa-ceo-1
super-inovador-varejo-2024-rede-brasil-inovacao-esg-ia-ecossistema-hub-startup-aldo-rosa-ceo-palestrante-abras-supermercado-gs1-brasil-em-codigo-1d-2d-(16)
varejo-inovador-2024-rede-brasil-inovacao-esg-ia-ai-aldo-rosa-palestrante-cnc-fecomercio-sesc-senac-cndl-sindilojas-cdl-lab-hub-ecossistema-feira-eletrolar-show-sp
varejo-inovador-2024-rede-brasil-inovacao-esg-ia-ai-aldo-cargnelutti-ceo-palestrante-cnc-fecomercio-sesc-senac-cndl-sindilojas-cdl-e-commerce-forum

Imprensa internacional debate sobre Amazônia, meio ambiente e COP 28

Imprensa internacional debate sobre Amazônia, meio ambiente e COP 28

O presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), José Roberto Tadros, participou, nesta segunda-feira, 20, de mais uma edição da série Encontro com a Imprensa Internacional. O debate do encontro virtual, que teve como convidada especial a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, focou assuntos relacionados à Amazônia, ao meio ambiente e à Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 28), a ser realizada em Dubai, nos Emirados Árabes, de 30 de novembro a 12 de dezembro deste ano.

Em mensagem de vídeo, exibida na abertura do evento, o presidente da CNC destacou a oportunidade do debate de apresentar temas de extrema importância para o Brasil e para o mundo, como o desenvolvimento sustentável da Amazônia e sua conciliação com os fatores ambientais, sociais e econômicos, a fim de integrar de forma definitiva o desenvolvimento do País. Para Tadros, “esse desenvolvimento” é um ponto estratégico para o futuro do Brasil.

“A ministra Marina Silva, assim como eu, é de origem amazônica e profunda conhecedora da realidade da região, que tem imensa potencialidade, mas infelizmente não se traduz em uma maior importância econômica. Ela ocupa cerca de 60% do território nacional, mas responde por apenas 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Precisamos promover o desenvolvimento sustentável da região, o turismo sustentável, que valorize o grande patrimônio ambiental que tanto nos orgulha.”

Tadros ressaltou ainda a necessidade de inserção, no Brasil, da bioeconomia com cadeias de valor mapeadas, infraestrutura logística adequada, aproveitamento dos recursos com inteligência, maturidade e capacidade de gerar soluções que conciliem as necessidades ambientais, sociais e econômicas. “O que nós não podemos é vetar o diálogo, a abertura para a busca de soluções que nos permitam avançar nesse campo. Nós do Sistema Comércio sempre defendemos a soberania e a maturidade do Brasil para tratar das suas questões amazônicas e acreditamos firmemente que é possível conciliar o desenvolvimento com a agenda ambiental e social. A chave para isso é termos disposição ao diálogo, espírito democrático e boa vontade para avançar”, afirmou.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac também fez um apelo à ministra sobre a rodovia BR-319, que fica entre Porto Velho e Manaus e foi aberta há mais de 40 anos. “Ela não só é uma estrada de integração nacional como uma estrada que transporta alimentos e a riqueza produzida na região amazônica para o seu desenvolvimento e para contribuir ao desenvolvimento do País.”

Retomada da política ambiental

Marina Silva enfatizou, no debate, a retomada da política ambiental no Brasil em 2023 e destacou a redução do desmatamento (83%) por mais de uma década com o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, quando o País tinha evitado lançar na atmosfera cerca de 5 bilhões de toneladas de gás carbônico (CO2).

“Essa política tinha sido abandonada e, com a retomada, começa a produzir seus primeiros frutos, com redução de desmatamento no Brasil de 22% nos últimos 10 meses.”

A ministra também falou sobre a COP 28, agenda de atendimento às comunidades tradicionais, sobre a transversalidade da política ambiental, que, em sua visão, precisa ser universal e não setorial, e ainda sobre a transição energética, segurança enérgica e sobre a exploração de petróleo. “A transição é altamente necessária em função do risco que corremos. O Brasil vai defender, na COP 28, uma aceleração do cumprimento das metas ambientais por parte de países desenvolvidos e, também, parcerias com países em desenvolvimento para permitir avanços mais rápidos nas medidas de contenção das mudanças climáticas”, disse.

Ainda sobre a COP 28, Marina Silva afirmou que o Brasil, junto com outros países, vai sugerir um mecanismo que permita que as nações em condições de avançar de forma mais rápida em seus compromissos e responsabilidades possam fazê-lo, sem a imposição de um ritmo que prejudique países mais vulneráveis, desenvolvendo até mesmo parcerias que possam favorecer o acesso a ferramentas e recursos.

O Encontro também contou com a participação de Marco Aurélio Kühner, vice-presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior.

COP 28 reunirá todos os países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para debater estratégias, a fim de conter o aquecimento global. A proposta da conferência é discutir os desafios impostos pelas mudanças do clima no mundo.

Confira o debate na íntegra pelo canal da @imprensainternacional no YouTube.


https://portaldocomercio.org.br